Patrimônio herdado torna-se alvo de cobranças
Andreas von Richthofen, filho do casal Manfred e Marísia von Richthofen, herdou um patrimônio avaliado em R$ 10 milhões após o assassinato dos pais, ocorrido em 31 de outubro de 2002. Mais de duas décadas após o crime, esse patrimônio tornou-se alvo de diversas cobranças e ações judiciais em São Paulo. Desde a morte dos pais, Andreas vive uma rotina reclusa, longe do convívio social e com a sombra de processos judiciais que estão relacionados a dívidas acumuladas ao longo dos anos.
Atrasos em pagamentos de taxas de condomínio e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) o levaram a responder a até 24 ações judiciais. As dívidas, que somam cerca de R$ 500 mil, agravam a situação de um herdeiro que já passou por diversas instabilidades financeiras.
Educação e vida reclusa em São Roque
Após os trágicos eventos de sua juventude, Andreas von Richthofen buscou reconquistar sua vida através da educação. Em 2005, ele ingressou no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em Farmácia e Bioquímica, concluindo a graduação em 2010. Depois, obteve o título de doutor em Química em 2015. Apesar de seu sucesso acadêmico, Andreas optou por se distanciar do meio social e acadêmico, mudando-se para uma chácara em São Roque, onde vive atualmente.

Moradores da região relatam que sua chácara apresenta dificuldades de conservação e que ele raramente deixa o local, saindo apenas esporadicamente para comprar mantimentos. O ambiente em que Andreas vive, sem acesso a telefone e internet, reflete sua escolha pela solidão.
Comércio da mansão e processos judiciais
O patrimônio de Andreas, que inclui a antiga mansão da família no Brooklin, enfrentou uma má gestão ao longo dos anos. A mansão, por exemplo, foi vendida em 2014 por R$ 1,6 milhão, um valor abaixo do praticado pelo mercado à época. Além da venda da propriedade, Andreas também enfrenta ações de usucapião sobre bens no estado de São Paulo. Propriedades na zona sul de São Paulo estão sob risco de serem perdidas devido a processos judiciais instaurados por falta de pagamento de impostos.
A situação de Andreas se torna ainda mais complexa, pois ele segue administrando seu patrimônio por conta própria, sem a ajuda de um advogado, e sem conseguir quitar suas dívidas.
Relacionamento com Suzane e a família
A relação entre Andreas von Richthofen e sua irmã, Suzane, é marcada por um longo silêncio. Ambos não se falam desde os trágicos eventos que levaram à morte de seus pais. Em junho de 2025, Suzane tentou visitá-lo em sua chácara, acompanhada de seu filho, porém foi recebida com resistência. Andreas deixou claro que não tinha interesse em retomar o contato, informando que chamaria a polícia se ela não se retirasse.
Suzane, atualmente vivendo em regime aberto após cumprir pena, alterou seu sobrenome e busca recomeçar sua vida ao lado da família. Ela também enfrenta suas próprias questões legais, incluindo dívidas com a Receita Federal.
Estado das propriedades e administração patrimonial
A falta de manutenção nas propriedades herdadas por Andreas resultou em novas complicações legais e financeiras. Entre essas questões, uma residência em Sorocaba acumula dívidas de IPTU desde 2018, e um processo de usucapião sobre bens da família está em andamento. O passivo financeiro, que já ultrapassa R$ 500 mil, inclui ordens de penhora para quitação das obrigações pendentes.
Apesar do suporte oferecido por familiares, incluindo seu tio Miguel, que afirmou que o sobrinho não está em situação de vulnerabilidade social, Andreas continua a gerir seu patrimônio de forma autônoma, sem buscar ajuda externa, o que pode comprometer ainda mais sua condição financeira e suas propriedades.


